Sindicato de Guardas Prisionais preocupado com falta de pessoal nas cadeias

O Sindicato Nacional do Corpo de Guardas Prisionais (SNCGP) alertou para a necessidade urgente de serem colocados mais elementos nos estabelecimentos prisionais dos Açores, que estão entre os mais sobrelotados do país.

“Os (guardas prisionais) que vierem para as prisões dos Açores serão uma lufada de ar fresco para quem se tem de desdobrar diária e constantemente para o cumprimento da sua missão”, afirmou quarta feira à noite o presidente do sindicato, Jorge Alves.

Cerca de duas centenas de guardas prisionais terminam no final deste mês o curso de formação que estão a frequentar, mas ainda não se sabe quantos vão ser colocados nos estabelecimentos prisionais de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta, os três existentes nos Açores.

Em breve terá início um novo curso de formação de guardas prisionais, com cerca de 300 participantes, que vai decorrer até ao final do ano, mas o SNCGP considera que ainda continuam a ser poucos para satisfazer as necessidades das cadeias portuguesas.

Por essa razão, Jorge Alves, revelou que o sindicato vai apelar ao governo para que seja aberto um novo concurso para “mais 300 vagas”.

Um dos casos mais graves ao nível da falta de guardas prisionais, segundo o dirigente sindical, ocorre no Estabelecimento Prisional da Horta, no Faial, onde os 13 guardas são “manifestamente insuficientes” para as necessidades da cadeia.

“Se um dos guardas adoecer, os restantes têm que trabalhar 24 horas para garantir a segurança efetiva do estabelecimento”, alertou.

Jorge Alves salientou, no entanto, que os problemas do corpo de guardas prisionais dos Açores não se reduzem à falta de recursos humanos, abrangendo também a falta de meios e condições de trabalho.

“Recentemente foi realizado em Ponta Delgada um julgamento de grande perigosidade durante o qual os guardas sentiram a falta de equipamentos”, afirmou, defendendo a necessidade de “novos coletes, armas e coldres das armas que garantam maior segurança”.

A situação dos guardas prisionais no arquipélago talvez explique, segundo o presidente do SNCGP, que os pedidos de integração dos quadros sejam quase nulos nos Açores, ao contrário de que sucede na Madeira, onde há lista de espera.

“O problema é que tem de se obrigar a vir quem não quer estar nos Açores”, afirmou, acrescentando que “os guardas ficam o tempo necessário até conseguirem ser transferidos, o que dificulta a prestação de serviços nos estabelecimentos prisionais dos Açores”.

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Arquivo Notícias

O mau tempo que se faz sentir hoje nos Açores originou o cancelamento de vários voos da SATA entre as ilhas do arquipélago e o exterior, afetando mais de 1400 passageiros, disse à Lusa fonte da companhia aérea açoriana.

O porta-voz da SATA, José Gamboa, revelou que ficaram retidos na sequência de vários cancelamentos 1469 passageiros, mas a empresa admite que 518 ainda possa viajar hoje em voos alternativos.

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