Chega/Açores agenda debate de urgência sobre resposta a calamidades
2026-02-18 10:58:37 | Lusa
O grupo parlamentar do Chega/Açores agendou um debate de urgência no parlamento açoriano sobre a capacidade de resposta da região a situações de calamidades e catástrofes naturais.
Segundo um comunicado do partido, as calamidades e as catástrofes naturais “são fenómenos com que os açorianos têm de lidar com alguma frequência, sem aviso prévio e com a vulnerabilidade intrínseca às ilhas”.
“Os recentes acontecimentos no continente português, que deixaram populações isoladas, sem eletricidade e sem comunicações, com a destruição de habitações e infraestruturas, são um aviso para a prevenção e para a necessidade de protocolos de atuação fiáveis e redundantes para a salvaguarda de todos”, justifica.
Neste contexto, o grupo parlamentar do Chega/Açores agendou, para a próxima semana, um debate de urgência no parlamento regional, sobre a capacidade de resposta da região e para perceber, junto do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), se os Açores “estão verdadeiramente preparados para agir em caso de catástrofe”.
O líder parlamentar regional do partido, José Pacheco, citado na nota, refere que as catástrofes “não avisam a hora em que acontecem, mas pode haver prevenção para minimizar o impacto que podem ter nas populações”.
Segundo José Pacheco, com o tratamento do assunto no plenário de fevereiro do parlamento açoriano, o partido quer perceber o que está a ser feito ao nível da prevenção e se existe um plano de emergência atualizado e operacional, “para colocar em prática quando houver necessidade”.
“O Chega quer perceber se continuará a haver comunicações entre as forças de segurança e os meios de socorro se houver essa necessidade, como serão feitas evacuações se for necessário, ou mesmo como vão ser abastecidas as populações se ficarem isoladas”, esclarece.
Para José Pacheco, o debate de urgência é uma forma de alertar para a vulnerabilidade das ilhas, mas também “garantir que tudo está operacional em caso de necessidade”.
“Este debate de urgência não é alarmismo, é responsabilidade. A preparação é essencial para evitar tragédias de maior”, salienta.
O plenário de fevereiro da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) estava agendado para a semana passada, mas foi adiado devido ao mau tempo.
“Na sequência dos constrangimentos provocados pelas condições meteorológicas adversas, que têm condicionado significativamente os voos interilhas, a conferência de líderes deliberou o adiamento do período legislativo do mês de fevereiro”, adiantou a presidência da ALRAA numa nota enviada às redações no dia 09 de fevereiro.
Assim, foi decidido que o período legislativo de fevereiro irá começar dia 24 de fevereiro, pelas 10:00.
O plenário do parlamento açoriano acontece uma vez por mês na Horta, na ilha do Faial, o que obriga à deslocação dos deputados das outras ilhas do arquipélago.
O parlamento açoriano é composto por 57 deputados, em representação de seis forças políticas (PSD, PS, Chega, CDS-PP, IL, BE, PAN e PPM).